Audaciosamente indo onde nenhum dev jamais esteve

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Deu pau no IE6Cameroon

SEO sem crise – Uma visão simples e rápida

Há algum tempo escrevi um texto em meu blog pessoal Heresias.org um post com “10 dicas para o seu blog aumentar estrondosamente em acessos“, um texto bem humorado a respeito da fina arte do SEO (Search Engine Optmization) e sua capacidade para poluir a internet.

O caso é que tudo que escrevi no texto, embora de forma escrachada, realmente é funcional na hora de montar um texto relevante para os nossos amigos buscadores (em especial Google, Yahoo e Bing, que são nosso atuais ditadores de tendências na produção de textos web).

Enfim, o meu foco naquele texto em específico era realmente a produção do conteúdo e sobre como a forma de escrevê-lo influencia para chamar a atenção dos buscadores. Mas de que adianta isso sem uma formatação decente?

Meu objetivo nas próximas linhas é tentar explicar, da forma mais simples possível, técnicas básicas de SEO, de forma que sirva tanto de orientação rápida para desenvolvedores quanto para pessoas de foco editorial ou marketing. A priori, ater-me-ei apenas à formatação de texto, ignorando tags, meta-tags, url amigável e keywords (volto no assunto num próximo post).

O Código HTML

O HTML, como já mencionado em artigos anteriores, deve ser sempre, SEMPRE o mais simples e corretamente estruturado possível. O fato do texto não ter um bilhão de “style=…”, tags bizarras e código sujo já é um grande avanço na “achabilidade” da sua página. Grandes poluidores de código são os editores visuais, como FrontPage, Dreamweaver (embora este, se usado corretamente, é uma ferramenta excelente para se trabalhar), goLive e até os Microsoft Words da vida.  Dê preferência aos editores de texto aos visuais.

Essa regra não vale obviamente para os modernos publicadores, como o próprio WordPress, por exemplo, que sozinho já gera um código limpo e relativamente organizado, mais comuns na vida de quem tem foco maior na parte editorial da brincadeira.

Títulos, subtítilos, tópicos (H1, H2, H3)

Tá, já sabemos que devemos fazer o código limpo… Mas como criar a hierarquia de títulos dentro dele? Sim, essa hierarquia influência nossos amigos buscadores. Usando de bom senso, identifique na sua página o que é mais importante e priorize – mas lembre-se, muitas vezes isso não tem absolutamente nada a ver com peso visual ou mesmo com a estrutura “lógica” do texto. Isso significa que, em muitos casos, um H1 deve ser atribuído à um subtítulo ao invés de ir para o título propriamente dito, como seria de se supor.

-”Mas tio Vespa, como posso saber quando fazer esta inversão?”

Muito simples: Quem concentra o maior número de palavras chaves (a.k.a. “buscáveis”) ? O título ou o subtítulo?

Quem tiver mais força merecerá a honra de ser o portador do H1. Para definir isso, questione-se sobre quais palavras digitaria para procurar sobre aquele assunto – as mais óbvias decidem a pendenga.

Um exemplo simples: Imagine que você está convertendo uma matéria de revista para texto html. A matéria chama-se “Friozinho bom” e fala sobre pousadas em Campos do Jordão. Quando você quer procurar sobre pousadas em Campos do Jordão, você procura por “friozinho” no Google? É lógico que não, você vai digitar “Campos do Jordão Pousadas” – logo, o que você faz? Joga isso como subtítulo ou “chápeu” (aquele textinho menor que vai em cima do título em vários sites) e dá o H1 de presente para este texto, mesmo que o tal do “Friozinho bom” venha em fonte 55px e o “Pousadas em Campos do Jordão” em 11px.

Mas então por que não jogar o H1 no corpo do texto todo? Ou no textinho descritivo, o tal do olho da matéria? Ou ainda, por que não fazer 20 títulos de tópicos com H1 numa mesma página? Bom, a resposta é bem simples: Citando Os Incríveis, “se todo mundo é especial, então ninguém é especial”.

Basicamente é assim: cada divisão da sua página é setorizada e priorizada de forma diferente quando o buscador a lê, e cada um desses ele expecta que terá uma determinada formatação. Então se você classifica algo com um título H1 ele realmente espera um texto que tenha o tamanho condizente com o número de palavras que um título conteria – caso contrário ele solta um “ahá! Alguém tomou um Malandrops e tentou me passar a perna” e a posição da tua página vai pro espaço. Reserve H1 e H2 para as chamadas realmente importantes na página (lembrando que H1 é que nem mãe: só tem um por página).

O H2 pode também deve ser usado com parcimônia, mas pode repetir-se várias vezes pela página. H3 em diante, ao que me consta, tem peso relativamente indifirentes.

Mas e o resto do texto?

Bom, o resto do texto pode ser mantido nas boas e velhas DIVs ou Ps, seguindo orientações de semântica para elementos de bloco de texto.  Neste ponto, a grande estrela é a habilidade daquele que escreve o texto, ele é quem fará toda a diferença.

Mas claro, se você for o Dev ou tiver um por perto que saiba um pouquinho de Microformatos, esse é mais um pontinho a se ganhar com nossos amigos buscadores. :p

A técnica da lista

Uma idéia boa pra começar um texto “SEOzado” é, antes de escreve-lo, listar 10 palavras que você considera pontos centrais dentro do assunto à tratar e utiliza-las. Lembre-se, em geral serão as que você usaria se fosse procurar textos sobre o assunto no buscador. Se por acaso você esbarrar em caso de sinônimos e não sabe qual teria mais força, o Google Trends é um ótimo índice para tirar a dúvida do que as pessoas estão procurando mais. Mas lembre-se: cuidado para não exagerar nessa prática e criar um texto ótimo para se buscar mas uma joça para ser lido.

Links pra-que-te-quero

Sabe os termos que você usou para a lista anterior? Muitos deles são muito importantes e vale a pena dar links para eles. Se não tiver nada muito relevante em seu próprio site, não tenha medo de dar links para sites externos. “Qualquer site externo, tio Vespa?” Não, panguá, só os que sejam realmente relevantes. Use os que vierem melhor posicionados no google sobre o assunto, e  prefira artigos às notícias – notícias tem uma “relevância explosão”, são muito relevantes por curtos periodos, afinal, assuntos tendem a esfriar. Já artigos, por serem “base de conhecimento”, costumam manter-se importantes para os buscadores, em especial por conta do número de links que são apontados pra eles (coisa que vou destrinchar com mais calma mais pra diante). Na dúvida, linque para a o termo na Wikipédia que em 99% é uma ótima escolha.

No próximo episódio…

No próximo texto sobre SEO eu falarei sobre os meta-dados, como eles podem ajudar na sua relevância, e como usar de  sabedoria ao empregá-los sem dar tiros no próprio pé.  Até!

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  1. [...] o texto anterior sobre SEO, vamos falar neste post a respeito das Meta [...]